quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Desce aquele do Paulo Mendes Campos!




O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Uma carta de amor para um portão de embarque:



Você sabia que existem os 4 melhores filmes de Natal? É um gênero dificílimo e deve ser tão respeitado quanto Godard. Eu tenho um TOP4 que me faz chorar, me joga no clima do pisca pisca, é TOP4, porque não existe nada melhor que A Felicidade Não Se Compra, Simplemente Amor, Esqueceram de Mim, e a A Very Murray Christmas. Sim, achava mais harmônico quando era um TOP3 natalino, mas mês passado chegaram a Sofia Coppola e o Bill Murray no Netlflix com um musical deprimido e as maiores e melhores músicas natalinas já feitas. TOP3 teve que virar TOP4. Acontece.

Aceitar que música natalina são os grandes clássicos americanos, ajuda muito a sobreviver ao fim de um ano. Também ajuda arrumar a casa dançando para receber amigos para uma ceia de Natal, um mês antes do 25 de dezembro.“Come on, it's a lovely weather for sleigh ride together with you, outside the snow is falling”. Ok, neve não há, mas rituais são precisos. 

Vamos aproveitar momentos comerciais para falar sentimentalidades sinceras? Natal, Dia das Mães, dos Pais, do Irmão e de todas as profissões possíveis. Até, e principalmente, o Carnaval! Você sabe! É meu maior rito de alegria, de encontrar minha alma e tentar trazer o Carnaval para o dia a dia que gente não sente e até para esse aeroporto.

E como estamos no aeroporto e eu já assisti Simplesmente Amor vezes demais, só sinto vontade de te dar meu coração pra você levar ele no seu bolso. Faz carinho nele? E assim quem sabe eu consiga respirar de novo. Eu te amo e não queria que todos os momentos que vivemos, momentos de dor, alegria, gargalhadas virassem aquela memória que o Facebook joga na nossa cara. 

A verdade é que “All I want for Christmas Is you” e eu correria até aqui a pé, até me mudaria para Guarulhos para que o nosso relacionamento não parasse de evoluir, melhorar, ficar ainda mais único. Só nosso. Olhar seu rosto, sentir seu abraço, desejar você, sonhar com nossas transas. Sim! Meu tesão é todo seu, meu amor é todo seu, as coisas que me fazem rir vêm de você, minha fidelidade, minha lealdade é toda sua.

Historiadores afirmam que as 3 revoluções fundamentais da modernidade são a Revolução Americana, a Revolução Francesa e a Revolução Russa. Humildemente, gostaria de acrescentar na época contemporânea a Revolução Amor. Um sábado, eu vi seu olhar no meio da multidão e eu fiquei pra sempre ali, sabe?

Rita Lee e Roberto de Carvalho, meu pai e minha mãe, Mallu Magalhães e Marcelo Camelo,Linda e Paul Mccartney, Domingos de Oliveira e Priscilla Rosenbaum, Tina Fey e Jeff Richmond, o casal de idosinho da cobertura, José e Pilar e George Bailey e Mary.

Amar é aparar arestas, evoluir junto, melhorar e mudar lado a lado, dividir as dificuldades e revolucionar mais uma vez, acreditando no amor que sentimos um pelo outro. Mas existem muitas coisas que eu não quero mudar, porque são coisas que nós criamos com nossa maestria amorosa.

É como a abertura de Mad Men, nós somos o cara caindo, sempre seremos, não era o Don Draper se matando! Não tinha fim, a queda não tem fim, o que é ótimo, melhor que super heróis saltando em teias, cair dá aquela vertigem de sentir tudo ao mesmo tempo, de perceber o tamanho de um amor, dá fé no futuro e você não para de sentir nada disso, você não para de cair, de tombar, de se apaixonar. "Let's do it, let's fall in love".

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Lembram quando as pessoas competiram por tragédias?



Em 2015, os momentos de risadas compartilhadas, troca de afeto, compreensão e paciência foram frágeis como um curtir, discutir, deletar ou arquivar.

Seguimos competindo: quem mora melhor, quem pode viajar, quem transa mais, quem posta mais foto de comida, quem ganha mais, quem é um sucesso e quem resolve seus traumas mais rápido. O tamanho das suas coxas importa mais do que os momentos em que você fez alguém sorrir?

2015, não vai dar para passar a mão na sua cabeça! Não quero e não vou me sentir culpada. Foi diante dos seus dias que ficou proibido usar a camisa da Seleção Brasileira (aquele time cujo hino ainda faz chorar) sem sofrer agressão por pensamentos políticos diferentes. Ah, também recebi olhares feios quando usei meu casaco vermelho preferido.

Papai-Noel, Deus, Luciano Huck, pacto da Xuxa com o diabo, amor tranquilo e príncipe encantado: nunca caí na de vocês. Porém segui projetando minha fé no humano mais próximo, na roda de samba, na alegria de um cara que recebe a notícia que vai ser pai em um vídeo tosco da internet, no casal feliz que comemora milhões de anos de casamento. Critiquei fanáticos religiosos, mas desperdicei minha crença em pequenas coisas como pedir abrigo a um vizinho, na previsão do tempo, maridos que dividem tarefas de casa, que a casa de papai e mamãe vão ser sempre nossa casa, que amizades não mudam, que amores são para sempre. Botei fé até em lugares sem charme, gente chata, # e Black Friday.

Provavelmente faltou # sobre hipocrisia. # para ensinar, por exemplo, que julgamento carregado de intenções pessoais sobre a vida alheia é tão horrível quanto fazer teste de laboratório em filhotinhos ou fazer piada com amores e dores alheias. 

Ah! Teve muita gente que saiu do Facebook e agora só tem insta. Surgiram incontáveis combinações de sucos detox. As Kardashian são um péssimo exemplo, mas parece que ninguém liga. Um jovem incrível perdeu 50 quilos em 5 meses, lançou um aplicativo e ainda está ganhando dinheiro. Escreveram dezenas de textos sobre a geração que odeia seu trabalho, quer ter máquina de Nespresso, um canal no Youtube com milhões de inscritos e tudo idealiza e nada realiza. Um rapaz fez um ensaio fotográfico de noivado com um burrito. Milhares de japoneses desenvolveram técnicas para fingir selfie com pedaços de namoradas de borracha.

The Libertines divulgou seu novo álbum,  Anthems For Doomed Youth. Não escutei. Também não vi o último filme do Woody Allen. Não comprei um vasinho de planta que tem uma chuva caindo constantemente.

Não há vaga, não há final esperançoso, não há poema de amor, não há poema, não vai melhorar, não há sorriso iludido, roupa branca ou brinde protocolar. As ilusões foram todas perdidas e não há dinheiro pra mandar a conta para o analista.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Que foto você levaria para uma ilha deserta? #3





























"Registrei esse pôr do sol lindo fazendo a travessia Niterói x Rio de barca, estava voltando do hospital em que papai estava internado, indo para o trabalho, no Centro. Era um domingo. A imagem era linda e quis guardá-la em foto, pois pensei no quanto meu pai gostaria de vê-la, principalmente por estar trancafiado em um quarto de hospital por tantos dias. Não deu tempo! Aquele foi nosso último fim de semana - e eu sabia - a foto ficou pra depois, porque as atenções todas se voltaram para a piora dele. Mas quando olho pra ela é como se tivesse ele aqui de novo, do meu lado.  
É que meu pai tirou férias. É! Férias. De mim, da minha mãe, da minha irmã, dos netinhos, genros, amigos, familiares, enfim, do mundo. São 365 dias sem vê-lo, abraçá-lo ou ouví-lo - eram tantos conselhos... -, uma saudade que não cabe no peito e uma dor que, ao lembrar de todo o ocorrido, escorre no rosto diariamente. Para TENTAR amenizar essa dor e falta, minha fuga é imaginar que papai está de férias. Primeiro porque ele nunca deixou de trabalhar de verdade e a merecia, segundo porque férias é um gozo, um descanso merecido que foi o que ele teve depois de um período doente, e terceiro porque um dia ela acaba, como todas as férias, e eu tenho certeza que, quando isso acontecer, vamos nos encontrar para sempre".

                                                                                  
                                                                                    Fernanda Reis é jornalista, empresária e viciada em doces 












quinta-feira, 28 de maio de 2015

Roteiro de quinta #20

(Before Sunset)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Roteiro de quinta #20


(Closer)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Roteiro de quinta #19


(Almost Famous)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Roteiro de quinta #18


(Blue Valentine)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Roteiro de quinta #17


(Friends)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Um amigo é o mais perto que chegaremos de deus



Envelhecer tem sido um achado. O medo de envelhecer, dizem, é de lascar, mas envelhecer, convenhamos, não é só a única saída, é a melhor delas. Pra fugir de tanta babaquice, pra entender o que é o desapego, pra curtir, de fato, a vida, envelhecer ensina. Sentimentos ganham medida. Ansiosos ganham refresco, filhos perdoam os pais e pais perdoam os filhos, de grave basta nossa memória. A pressa juvenil perde aquele tom estridente e vira urgência. Tudo faz mais sentido ou finalmente deixa de fazê-lo. Dor e euforia se acomodam em seus lugares. E muitas vezes nos deixam em paz. Outras não. A vida refina o paladar e você descobre o sabor da água.
O sabor do tempo. O valor de cada momento. Envelhecer tem sido um achado, realmente. Eu acho menos, procuro menos, espero menos, respiro mais e melhor e quando suspiro hoje guardo esse momento só pra mim. A idade é o trilho, envelhecer é a viagem. E o amor… Êta trem bão! E o coração finalmente ganha nossa atenção. Ternura será nosso castigo. Coragem, o nosso espólio.
Vou amar o silêncio, aceitar o esquecimento, dormir depois do almoço, andar devagarinho, mas não sei o que farei com a partida daqueles que amo. Pois a única certeza que tenho na vida, além da morte, é esta:
- Um amigo é o mais perto que chegaremos de deus

[Rodrigo Penna]

terça-feira, 28 de abril de 2015

Como vocês tem paciência pra fazer look do dia? #9


Quando era verão, as margaridas estavam vivas, ainda não tinha o pôster do Laerte na parede da sala, pernas e braços de fora não eram uma ousadia, meu cabelo cacheava melhor e a poesia do Leminski não me sai da cabeça.

                           Bem no fundo 
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.





    Jarro de flores | Veuve Clicquot
Vestido | Farm
                         Bolsa | Namaste Indian Food
Sandália | Arezzo
                      Foto | Martinho Hoffman 


É outono e uma coisa não muda, a inabilidade da blogueira em fazer carão! 



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Que foto você levaria para uma ilha deserta? #2


"Essa foto fica no meu mural, que, por sua vez, fica de frente pra minha cama. É porque sem elas eu não estaria aqui, biologicamente e logicamente falando, mas também porque eu seria muito diferente sem a presença delas na minha vida.  
 A da esquerda é a Vó Lurdes (que, na verdade, não tem "Lurdes" na certidão de nascimento, é só Maria mesmo - coisas do Nordeste maravilhoso): costurava, cuidava dos nove irmãos, se apaixonou à primeira vista pelo meu avô - que, vejam só, era noivo em outra cidade, mas, no fim das contas, ficou com ela. Obrigada, vovô. "Quando eu vi aqueles zóião, me deu um negócio e eu apaixonei na hora", é o que ela sempre diz. Estudou só até a terceira série, mas sei que, na real, se formou em engenharia e medicina, só que prefere não contar pra ninguém. Sabe demais ela. Conhece aquele termo clichê "mulher guerreira"? Foi criado inspirado nela, tenho certeza.
Frases clássicas: "Lindeza, olha o comportamento! A coisa mais importante do mundo é o com-por-ta-men-to! E chegar no trabalho no horário." "Namorar só depois que se formar, hein? Pra não atrapalhar os estudos. Depois que você tiver um bom emprego, se sustentar, pode namorar. Tem que ter sua independência."
A da direita é a Zely, quatro letras incomuns e simples que resumem uma das pessoas mais fortes e doces (literalmente) que conheci. Adorava curtir os bailes de carnaval do bairro, sempre com as duas irmãs - elas eram conhecidas como "As puras" por aquelas bandas, ó que fofas. Meu avô era completamente apaixonado, gastou o primeiro salário num presente pra ela, e os dois se esforçavam a cada segundo pra cuidar dos três filhos e dar banho de limão galego e lysoform (!!!!!) neles. A avó que cozinha coisas maravilhosas, tem um armário cheio de livros de receitas e parece estar sempre envolta numa nuvem de açúcar não é coisa de livro ou filme, era a Zely. Frases clássicas: "Se eu falasse palavrão quando era jovem, não teria problema de pressão alta hoje, então me deixa!" "Beatriz, fui num médico hoje... Olha, um pão! Vou te levar na próxima consulta!"  
Obrigada eu. Por tudo e mais um pouco."


                                                                                Beatriz Medeiros, repórter e loucamente apaixonada pelo Kanye West 

Um poema de Fernando Pessoa sobre o Instagram





Têm dias que gente acorda  irrespondivelmente ridículo, esse poema gruda na cabeça, fica preso na gargante e dá um soco no estômago.
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


[Poema em linha reta | Fernando Pessoa | Álvaro de Campos ]

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Roteiro de quinta #16


(Lost in Translation)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Organizador de brincos e como eu não pensei nisso antes!




Uma paixão leva para outra que leva a uma ideia que acaba resolvendo a bagunça no armário! 
Amo gelo, um copão de gelo com 3 dedos água me acalma, daí começar uma coleão de forminhas lindas e diferentes foi natural e também perceber que a forminha é um grande organizador de miudezas. Nunca mais perder brincos queridos ou desfalcar um look porque sumiram todas as tachinhas!

VOCÊ VAI PRECISAR DE: 
Brincos 





quinta-feira, 16 de abril de 2015

Como fazer um terrário de suculentas lindas e fofas?


As suculentas são lindas? São! Elas são fofinhas? Muito! Será que elas são chamadas de suculentas por que são fofas e cheias de águas? 

E assim, como as botas acima do joelho e os Backstreet Boys, elas viraram tendências (de novo), inspiração e todo mundo passou a decorar suas casas, festas e restaurantes com essas lindezas práticas. 

Existem milhares de espécies de plantas suculentas, classificadas em várias famílias. Um cacto, por exemplo, é uma suculenta! Biologicamente, as plantas suculentas são aquelas que a raiz, o talo e as folhas são engrossados para armazenar águas em grandes quantidades, e sobreviver em ambientes áridos e secos, como a cidade de São Paulo. Ou seja, elas são excelentes para apartamentos ou para pessoas que esquecem de regar suas plantas. 

Rabo-de-burro, Colar de pérolas, Candelabro, Planta pedra, Onze-horas, Agave Dragão, Rosa-de-Pedra, Espada de São Jorge... Outra coisa supersimpática sobre as suculentas é que elas têm os mais variados tipo e tamanho, e isso é quase um pedido de "ME COLECIONE E DEIXE UM CANTINHO NA SUA CASA MAIS VERDE E CHARMOSO"!


E para quem não tem um quintal, um jardim, uma varanda verde, uma ótima alternativa é fazer um terrário! Além de ser divertido, fazer compras no setor de jardinagem, colocar a mão na terra e carregar as suculentas com o maior cuidado do mundo como um bebezinho de um lado para o outro. 


O QUE VOCÊ VAI PRECISAR?



  • Vaso transparente, aquele aquário dos falecidos betas ou pode ser uma travessa funda de servir mousse de chocolate, é importante a lateral ser alta.
  • Terra própria para plantio, isso é importante para drenar a água de um jeito saudável.
  • Pedrinhas, iguais aquelas de aquário mesmo.
  • 3 ou 4 suculentas de tipos e tamanhos diferentes , depende muito do tamanho do seu vaso.
  • 1 colher de sobremesa!  



SE JOGA, MÃO NA TERRA E APROVEITE O CONTATO COM A NATUREZA! 






Enquanto isso no vaso de vidro...

Comece fazendo uma camada de 3 dedos com as pedrinhas. Agora é a hora da terra, cubra todas as pedrinhas com outra camada de uns 2 dedos de terra, onde você vai acomodar as suculentas.

Tire com muita delicadeza, cada plantinha do seu pote, leve com raiz e tudo para o vaso de vidro, com a colher, você vai acomodando como achar mais harmônico. 

Chegou a hora de mais terra, o suficiente para cobrir a raiz das suculentas, é normal alguma coisa despedaçar pelo meio do caminho, elas são muito delicadas, porém não entre em pânico e siga afofando a terra com carinho e colher. 


Prontinho! Seu terrário está pronto!
Lembre-se: elas amam sol e odeiam umidade, a média é regar a terra uma vez por semana . E NUNCA MOLHE A FOLHA! E sempre fique admirando essa charme de verde em algum cantinho da sua casa.

Roteiro de quinta #15


(O Diário de Bridget Jones)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Roteiro de quinta #14



(Sex and the City)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Roteiro de quinta #13

(Mad Men)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Roteiro de quinta #12



(The Addams Family) 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Roteiro de quinta #11



(À bout de souffle)

sexta-feira, 13 de março de 2015